ENQUANTO JORRAM MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS, NAS TORNEIRAS DA POPULAÇÃO NÃO JORRA ÁGUA
Enquanto os cofres públicos de Itaipulândia seguem jorrando cifras milionárias em eventos, shows e contratos questionáveis, nas casas de muitos moradores a água simplesmente não chega.
O contraste é gritante: de um lado, licitações que beiram os R$ 2 milhões para festas e estrutura de rodeio; do outro, famílias que chegam do trabalho cansadas e ainda enfrentam torneiras secas.
O desabafo de moradores em grupos de WhatsApp expõe o clima de revolta. “Estamos com todas as tecnologias possíveis no planeta. Mas parece que aqui não chegou. Idade média!”, escreveu um morador. O comentário resume o sentimento de quem paga impostos, mas não vê retorno em serviços essenciais como o abastecimento de água.
O problema não é novo. Falta d'água tem sido recorrente em diversos bairros do município, e o silêncio das autoridades só aumenta a indignação. Enquanto a estrutura para grandes eventos é garantida com rapidez e generosos investimentos, a manutenção de redes de abastecimento continua precária, sem respostas claras da gestão municipal.
A indignação cresce com razão: onde estão as prioridades? Qual o valor da dignidade de um cidadão frente ao brilho de um palco? A população cobra, e com razão, que antes de festas, se resolva o básico, porque água na torneira não é luxo. É necessidade.


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