O ex-diretor do Hospital Municipal de São Miguel, Marcelo da Rosa, foi exonerado do cargo em comissão pouco mais de um mês após assumir a função, depois de se posicionar contra a terceirização da saúde no município.
Marcelo da Rosa foi nomeado diretor do Hospital Municipal em 1º de janeiro, para um cargo em comissão na área de gestão da unidade de saúde.[1] Segundo relatos de pessoas próximas, ele é visto como um gestor “certinho”, alinhado às normas e preocupado com a qualidade do atendimento à população.[1]
Pressão política e projeto de terceirização
De acordo com informações repassadas à reportagem, pessoas ligadas ao prefeito, estariam articulando a terceirização da saúde em São Miguel, por meio da entrega da gestão a uma empresa ou organização privada.
A proposta vem sendo construída nos bastidores e teria encontrado resistência dentro da própria estrutura do hospital.
Marcelo da Rosa passou a dialogar com vereadores e lideranças locais para expor os riscos da medida e tentar barrar o avanço da terceirização da saúde municipal.
Esse movimento contrariou interesses do grupo político que defende o novo modelo de gestão.
Exoneração após resistência
No mês seguinte à nomeação, Marcelo da Rosa foi exonerado do cargo, a pedido da própria filha do prefeito, segundo a denúncia encaminhada à reportagem.
A justificativa informal apresentada nos bastidores é clara: o diretor caiu porque se posicionou contra a terceirização da saúde em São Miguel.
A saída repentina de um diretor recém-nomeado, em meio a um debate sensível sobre o futuro da saúde pública local, levanta suspeitas de uso político da máquina e de retaliação a quem se opõe ao projeto do Executivo.
Impactos para a população
A discussão sobre terceirização da saúde envolve diretamente o atendimento à população que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS).
Modelos terceirizados, com gestão via organizações sociais ou entidades privadas, vêm sendo adotados em diferentes regiões do país, gerando críticas quanto à transparência, controle de gastos e qualidade do serviço prestado.
Em São Miguel, a forma como o processo está sendo conduzido, com pressão política e exoneração de um diretor que se opôs ao projeto, aumenta a desconfiança da comunidade sobre quem, de fato, se beneficiará com a mudança.
O que diz a Prefeitura
Até o fechamento deste texto, a Prefeitura de São Miguel não havia se manifestado oficialmente sobre os motivos da exoneração de Marcelo da Rosa e sobre os detalhes do projeto de terceirização da saúde municipal.
A reportagem permanece à disposição para publicar a posição do Executivo, do atual secretário de Saúde e da direção do Hospital Municipal assim que se pronunciarem.
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