Pais denunciam abusos contra alunos na Escola Municipal Carlos Gomes, em Itaipulândia
Pais de alunos da Escola Municipal Carlos Gomes, em Itaipulândia (PR), procuraram o Canal Viver para denunciar uma série de abusos e humilhações que estariam acontecendo tanto dentro da escola quanto no transporte escolar.
De acordo com os relatos, monitoras do ônibus escolar gritam com as crianças, mandam “calar a boca” e utilizam xingamentos constantemente, impondo silêncio absoluto durante todo o trajeto. Irmãos não podem sentar juntos porque “as queridas não deixam”, afirma uma mãe, que pede para não ser identificada por medo de represálias.
Enquanto conversam à vontade com o motorista, as monitoras tratam os estudantes com agressividade, atitude que contrasta com a função de zelar pela segurança e bem-estar das crianças. Segundo os pais, muitos alunos já sentem medo de entrar no ônibus e relatam se sentir “minúsculos, perto de gente que se acha superior”.
Dentro da escola, as denúncias são ainda mais graves. Uma professora é apontada como responsável por expor alunos ao ridículo na frente de toda a turma. Uma mãe relata que sua filha passou a chorar em sala e não quer mais frequentar as aulas depois de se sentir humilhada. A mesma docente teria dito que “aluno só pode ir ao banheiro com atestado médico”, ironizando o caso de uma estudante que possui laudo por pedra no rim.
Outro caso envolve um professor de Educação Física, recém-chegado à escola. Segundo os pais, ele demonstra pouca paciência e experiência, mandando os alunos “calarem a boca” e usando palavrões, chegando a dizer para os estudantes “se f…”. Pais classificam essa postura como completamente incompatível com o ambiente escolar e com o papel de educador.
Responsáveis afirmam ainda que, ao procurar a direção, a resposta da escola é sempre proteger professores e funcionários, colocando a culpa nos alunos. Eles denunciam que os direitos das crianças não são respeitados, em afronta ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que garante educação com respeito e sem tratamento humilhante ou constrangedor [1][2].
Diante dessas denúncias, os pais pedem que a direção da Escola Municipal Carlos Gomes e a Secretaria Municipal de Educação de Itaipulândia adotem providências imediatas: abertura de sindicância, escuta das crianças com proteção, acompanhamento psicológico aos alunos afetados e afastamento preventivo dos profissionais citados até a conclusão das investigações.
Eles também cobram que o Conselho Tutelar e o Ministério Público sejam formalmente comunicados, como prevê a legislação em casos de suspeita de maus-tratos e constrangimento no ambiente escolar [1][3]. Novos pais devem se manifestar nos próximos dias, o que reforça a necessidade de transparência, investigação séria e responsabilização de todos os envolvidos.
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Citações:
[1] Direitos da Criança e do Adolescente - Serviço Social do CA https://servicosocialca.paginas.ufsc.br/direitos-da-crianca-e-do-adolescente/
[2] L8069 - Planalto https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
[3] Como denunciar irregularidades na Educação? https://www.portalinsights.com.br/perguntas-frequentes/como-denunciar-irregularidades-na-educacao
[4] 1001367596.jpg https://ppl-ai-file-upload.s3.amazonaws.com/web/direct-files/attachments/images/63987206/36aefda0-8e5b-4cb2-83eb-322dba7dce2f/1001367596.jpg
[5] 1001367601.jpg https://ppl-ai-file-upload.s3.amazonaws.com/web/direct-files/attachments/images/63987206/694aaad0-80c8-4fe1-9bb1-208803abda6a/1001367601.jpg
[6] 1001367604.jpg https://ppl-ai-file-upload.s3.amazonaws.com/web/direct-files/attachments/images/63987206/d367ce9a-b9dd-41e8-a343-327aee323690/1001367604.jpg









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