CAOS NA SAÚDE: Paciente denuncia descaso e falta de atendimento no Posto de Saúde Caramuru em Itaipulândia
Por Redação Canal Viver
A saúde pública de Itaipulândia, que recentemente comemorou o 1º lugar na 9ª Regional de Saúde no Previne Brasil, parece viver uma realidade paralela nas unidades básicas de atendimento.
Uma denúncia grave chegou ao Canal Viver, revelando o desespero de pacientes que dependem de medicação contínua e esbarram na burocracia e na desorganização do sistema municipal.
O caso alarmante ocorreu na Unidade Básica de Saúde (UBS) Caramuru. Uma paciente, que preferiu não se identificar por medo de represálias, relatou uma verdadeira via-crúcis para tentar acessar seus medicamentos de uso contínuo, essenciais para sua qualidade de vida.
Burocracia que coloca vidas em risco
Segundo o relato, a paciente procurou a UBS Caramuru para realizar seu cadastro e ter acesso à medicação. A resposta da equipe do posto foi de que ela precisaria esperar até o dia 3 para que o sistema fosse regularizado.
Diante da urgência, a paciente argumentou que necessitava dos remédios de forma contínua. A alternativa dada pela atendente foi que ela aguardasse ou tentasse uma consulta no mesmo dia.
No entanto, ao retornar ao posto, a paciente se deparou com um cenário de desorganização total: não havia mais fichas disponíveis para atendimento."Fui fazer meu cadastro e falaram que não podiam porque tinha que esperar o sistema até o dia 3. Falei que precisava de medicação contínua, me falaram que tinha que esperar ou fazer uma consulta hoje. Eu chego no posto e tá outra zona, não tem ficha", desabafou a paciente.
O jogo de empurra e o desrespeito ao paciente
Como se não bastasse a falta de fichas, a paciente tentou buscar atendimento na unidade central, mas foi informada pela atendente de que não poderia ser consultada lá, pois os pacientes seriam mandados de volta para a UBS Caramuru.
O relato da paciente expõe não apenas a falha no sistema, mas também a falta de preparo no atendimento ao público. "A atendente do posto explica muito mal as coisas. Desculpa falar, mas uma pedra explica melhor que ela", criticou.
A situação deixa a paciente em um limbo perigoso: sem cadastro, sem consulta e, o mais grave, sem a medicação contínua de que necessita. "O que eu faço sem medicação? Minha vida fica mega complicada", questiona a denunciante.
O contraste: Shows milionários e saúde precarizada
O desabafo da paciente traz à tona um questionamento frequente entre os moradores de Itaipulândia: as prioridades da gestão municipal. "Que absurdo, e para gastar dinheiro em show eles gastam", lamentam a população, referindo-se aos investimentos em eventos festivos enquanto serviços básicos de saúde apresentam falhas graves. INCLUSIVE UM PRÉ CANDIDATO A DEPUTADO FEZ UMA DENÚNCIA SOBRE OS GASTOS NAS REDES SOCIAIS.
O que diz a lei?
A Lei 8.080/1990, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS), é clara ao garantir o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde.
A recusa no atendimento ou o atraso injustificado no fornecimento de medicamentos de uso contínuo configuram violação direta aos direitos do paciente.
A Política Nacional de Medicamentos também estabelece a obrigatoriedade de garantir o acesso da população aos medicamentos essenciais.
A desculpa de "problemas no sistema" não pode ser usada como justificativa para interromper tratamentos contínuos, colocando em risco a vida dos cidadãos.

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