Onze atletas de Itaipulândia deram um verdadeiro exemplo de superação e amor ao esporte ao representarem o município em um evento open de karatê que reuniu competidores de diversos estados brasileiros e até de país vizinho, como Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Brasília e Paraguai. Todos viajaram com recursos próprios, sem qualquer apoio financeiro da prefeitura, que sequer disponibilizou uma van para o transporte das crianças e jovens atletas.
Mesmo diante do descaso e da falta de incentivo do poder público, sobretudo de uma prefeitura considerada rica e que possui uma Secretaria de Esportes estruturada, os karatecas não desistiram. Amparados pela dedicação do instrutor e pelo esforço das famílias, encararam os desafios da viagem, das despesas e da competição, levando o nome de Itaipulândia para além das fronteiras do município.
A ausência total de apoio contrasta com a prioridade quase exclusiva dada ao futsal, modalidade que historicamente recebe mais atenção, visibilidade e recursos da gestão municipal. Enquanto isso, projetos sérios em outras modalidades, como o karatê, seguem esquecidos, apesar do seu papel comprovado na disciplina, formação de caráter e inclusão social de crianças e adolescentes.
A vitória desses atletas anônimos – seja em medalhas, em experiência ou em crescimento pessoal – é, por si só, a melhor resposta ao descaso do poder público. Eles provaram que o esporte vai muito além de políticas de ocasião e favoritismos: é compromisso, é oportunidade e é transformação de vidas, mesmo quando o apoio que deveria vir da prefeitura simplesmente não aparece.
Alice, filha dr. PAULINHO TAMBÉM SUBIU ALTO NO PÓDIO
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