Em Itaipulândia, o clima é de indignação. O prefeito eleito, que se apresentou como o “salvador” da cidade, hoje é alvo de três ações na Justiça Eleitoral que pedem a cassação da chapa por cooptação de partido, compra de eleitores e troca de cesta básica por voto. A mesma estrutura política que prometia mudança agora é acusada de repetir, e piorar, as velhas práticas que a população tanto dizia rejeitar. Durante a campanha, a estratégia foi clara: lotear cargos, oferecer vantagens e transformar necessidade em moeda de troca política. Segundo denúncia, houve uso da máquina pública para cooptar partido, promessa de cargo e nomeação de aliados em comissão, tudo para garantir mais tempo de rádio e fortalecer a campanha, numa afronta direta à igualdade entre candidatos. Onde antes se falava em respeito ao dinheiro público, o que se vê é o aparelhamento da prefeitura a serviço de um projeto de poder pessoal. O caso mais revoltante envolve quem mais sofre: os pobres. Uma das ações relata que ...